quarta-feira, 15 de maio de 2013

Terremotos Pessoais e o Marquês de Alorna



O Terremoto de Lisboa em 1775 destruiu o porto da cidade, 85% das casas e construções e bloqueou de destroços dois terços de todas as ruas.  Imediatamente depois seguiu-se um maremoto. 













Em seguida ao maremoto dois tsunamis imensos arrasaram o que sobrou do porto, afundou e arrastou navios e construções Lisboa adentro. A imensa massa de água invadiu a cidade e cobriu parte de suas colinas. Depois que as águas baixaram começou um incêndio que durou seis dias. Ao final do incêndio a Peste devastou a população.












Depois de tamanho apocalipse o rei D. José I perguntou ao Marquês de Alorna o que se devia fazer. 




- Sepultar os mortos, cuidar dos vivos, fechar os portos.




Simples assim.




Sepultar os mortos pois não adianta ficar reclamando e chorando o passado.




Cuidar dos vivos, do que sobrou, cuidar do presente. 




Fechar os portos, não deixar portas abertas a novos problemas.











O Marquês de Pombal entendeu, aproveitou a grande oportunidade e reconstruiu Lisboa com avenidas largas, passeios calçados, saneamento básico e planejamento urbano. Na época Lisboa se tornou a mais moderna cidade européia.




Dá pra fazer o mesmo com nossos terremotos pessoais.


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