quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Visita de Ahmadinejad



Independentemente de tudo, receber Ahmadinejad no Brasil é coerente com as praticas tradicionais da diplomacia brasileira.

Acima de tudo é a velha Realpolitik que todas as nações exercem, são as questões praticas e econômicas que contam.



Depois das visitas do presidente israelense Shimon Peres e da autoridade palestina Mahmud Abbas agora não podia faltar a do iraniano Ahmadinejad. Após mover a primeira peça é preciso mover as seguintes para se manter o equilíbrio do jogo diplomático.

Há também a constante procura brasileira por apoios para obter uma vaga permanente no conselho de segurança. E apesar de potencialmente perigosa a visita do líder iraniano fica como uma afirmação de independência política e diplomática mesmo que na pratica isso não signifique muito.



Além de tudo há aspectos tecnológicos e estratégicos importantes na aproximação já que o Brasil não tem domínio sobre a tecnologia nuclear e precisa abrir portas para programas que assegurem um salto tecnológico imediato e real transferência tecnológica.

O Irã procura apoios de países “idôneos” e o Brasil pode se beneficiar desta situação.



Mas é sobretudo na área econômica que a visita faz sentido.

Desde 2002 as exportações do Brasil para o Irã passaram de 500 milhões de dólares anuais para mais de 1 bilhão de dólares, número que o país pode e deve aumentar. Ahmadinejad veio acompanhado de 150 empresários e 23 acordos de cooperação devem ser assinados durante a visita.

Realpolitik, o termo que Bismarck tanto usava, é nome do jogo. Países não têm amigos, têm interesses.







domingo, 22 de novembro de 2009

Ataques Cibernéticos


Há poucos dias a McAffe em um relatório sobre Guerra Cibernética revelou sérios ataques neste ano a órgãos governamentais, agencias de inteligência e bolsa de valores americanas.

Também nas ultimas semanas mais dois ataques sérios ocorreram. O ataque aos bancos alemães e ao Acelerador de Partículas Sub-Atomicas de Genebra.



Centenas de milhares de cartões de crédito acabaram de ser trocados em toda a Alemanha numa mega-operação que terminou dia 19. O ataque foi originado na Espanha e o alarme foi dado pelas operadoras Visa e Mastecard.

Somente o Sparkasse teve de trocar 190 mil cartões de crédito. O Deutsche Bank, o Barclaycard e a Lufthansa também cancelaram cartões. O custo e o prejuízo financeiro é enorme e apesar de ter sido absorvido pelos bancos e operadoras ele será evidentemente repassado ao consumidor.

E hoje os jornais britânicos divulgaram um ataque de hackers gregos ao LHC (Grande Colisor de Hádrons) o acelerador de partículas sub-atômicas de Genebra. O complexo bilionário de pesquisas nucleares procura reproduzir as condições iniciais da origem do universo e os buracos negros.



Os ataques estão cada vez mais audaciosos e mostram que se pode chegar a graves conseqüências tanto civis quanto militares.

Há um mundo absolutamente novo e inesperado para a maioria da humanidade se formando em pequenos centros de desenvolvimento de armas cibernéticas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Jari


N. Sr. do Bomfim sempre Grande e Poderoso me enfeitiçou com Jari uma negra de lábios carnudos, olhos rasgados, um sorriso imenso e a fala com a música das filhas de São Salvador.




Ela tem a cor das cocadas. Na pele o moreno escuro de umas Os dentes mais brancos que as outras. No olhar tem a doçura das duas




A voz tambem tão doce é suave como as brisas de Itapuã e tudo nela se move com um dengo  que enternece o coração.




Só não sei como ela chegou por estas praias, se é a própria ou um presente de Iemanjá.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um Novo Equilibrio Na Europa


O The Economist sempre foi a bíblia do pensamento liberal europeu e vale a pena prestar atenção em suas opiniões. Por isso traduzi um editorial da revista que saiu hoje.






Um Novo Equilibrio na Europa


Teoricamente diplomatas russos acreditados junto da OTAN são bem vindos. Por mais de uma década, as autoridades russas tem sido permitidas na sede em Bruxelas, como qualquer dos enviados de outros países parceiros, como Suécia, Finlândia e Malta.


Mas na prática, diz um diplomata, todos sabem que "toda a missão russa é composta por espiões". Isto leva a jogos de gato e rato que vão desde os graves - em fevereiro, um funcionário estoniano foi condenado a mais de 12 anos por vender segredos da OTAN para Rússia, quanto aos cômicos - guardas foram colocados nas portas das reuniões reservadas para o pleno membros da OTAN, depois que autoridades russas foram encontrados escondendo seus crachás e tentando penetrar nas reuniões.







As relações da Rússia com a União Europeia são quase sempre ambíguas. Os dois lados têm muitos interesses comuns. A UE compra mais de metade de todas as exportações russas e responde por dois terços do investimento estrangeiro na Rússia. No entanto um clima de indiferença tem cercado as relações Rússia-UE. Parte do problema é que o interesse do Kremlin pela Europa caiu após a retomada dos laços com os Estados Unidos este ano.



Mas algo maior está acontecendo. Desde o fim da Guerra Fria, a política européia e americana em relação à Rússia foi ofuscada pelo processo de Alargamento. Primeiro a expansão da OTAN e depois a da própria EU, profundamente, dentro do antigo bloco soviético. Isso alarmou a Rússia.






Em 2007 o então presidente Vladimir Putin chamou a expansão da OTAN de “uma provocação grave". Autoridades russas sempre afirmam que no final da Guerra Fria lhes foi assegurado que forças estrangeiras não ficariam estacionadas nos ex-estados comunistas.


Além disso o Kremlin ficou particularmente irritado com a reunião de cúpula da OTAN de Bucareste, em Abril de 2008 onde os líderes concordaram que um dia a Ucrânia e a Geórgia iriam se tornar membros. Logo depois em agosto de 2008 estourou o conflito na Geórgia e um diplomata alemão não hesitou em referir a ele como "uma guerra por causa do Alargamento".


Agora que o Alargamento está muito retardado, um novo equilíbrio entre a Europa, Rússia e EUA pode surgir. A Rússia tem falado insistentemente em criar uma nova "arquitetura de segurança Europeia". Isso soou para muitos como uma tentativa de subverter a OTAN. Mas atualmente parece que os Estados Unidos esta prestando mais atenção, no mínimo para saber o que a Rússia quer.






O governo de Obama saudou, em particular, um novo empreendimento da Carnegie Endowment for International Peace, um think-tank americano, que vai criar um grupo com aposentados de alto calibre de políticos e diplomatas russos, europeus e americanos para discutir um "sistema de segurança Euro-Atlântico” que poderá responder às questões da Rússia.


Autoridades russas falam de garantias jurídicas de segurança para o seu país, ou de uma entidade tipo um Conselho de Segurança das Nações Unidas para a Europa, em que a Rússia teria um assento e elas sugerem que um tratado de segurança poderia ser anunciado no próximo ano.






Se a Rússia quer garantias de que OTAN nunca vai atacá-la, diz um ministro das relações exteriores do leste europeu, ela pode te-las “assinadas e seladas em papel porque não temos qualquer intenção de atacá-los". Mas se a o que a Rússia quer é o poder de vetar acordos de defesa de seus vizinhos, como a implantação de bases de mísseis americanos ou os sistemas de defesa, então ela estaria cruzando a linha vermelha.






Em qualquer caso, é difícil ver como essa discussão pode ir adiante sem expor profundas divisões entre os europeus sobre a Rússia.


Um dos benefícios do artigo 5 º, o compromisso de defesa coletiva que é a base da OTAN, é que ele deixa de mencionar quem são as fontes potenciais de perigo para os membros da aliança.






Para os novos membros, vindos do antigo bloco comunista, o artigo 5 º é, sobretudo, uma apólice de seguro contra a Rússia, pois para a Alemanha ou para a França um ataque russo é impensável.


Esta discussão sobre garantias jurídicas com a Rússia, mesmo garantias de não-agressão, correria o risco de expor tais diferenças entre os aliados.






Na verdade, dizem diplomatas europeus, os russos podem já ter conseguido muito mais do que eles queriam.


A grande meta da Russia era deter o Alargamento da OTAN e parar os planos americanos para estacionar radares de defesa anti-mísseis na República Checa, juntamente com interceptores na Polonia.


Os Estados Unidos agora dizem que a primeira fase do sistema será baseado em navios, com um radar próximo ao Irã. E a adesão da Ucrânia e da Geórgia a OTAN agora é uma perspectiva distante.






O mesmo acontece com o Alargamento da UE.


Os líderes russos queixam-se sobre a “parceria oriental" da EU com seis países que a Rússia considera parte de sua esfera de influência: Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia. Mas esta parceria é um paliativo para os países em que a UE não pretende aceitar como membros plenos.






Melhor na esfera de influencia dos Estados Unidos do que na da Rússia é o que pensa a Europa.


Vinte anos depois da guerra fria, com os Estados Unidos vivendo seu momento unipolar, a Europa está entrando numa nova fase relativa a sua segurança.


E algumas ilusões precisam ser desfeitas, começando com a idéia de que a Europa, Estados Unidos e a Rússia são amigos com valores comuns.


No entanto, eles não precisam ser inimigos e apesar da espionagem continua importante ter a Rússia na OTAN.






A Rússia tem o direito de sugerir novas regras de convivência. Mas a Europa e os Estados Unidos têm o direito de pedir à Rússia para manter os compromissos existentes, e principalmente respeitar o estado de domínio do direito. A Rússia não será um garantidor da segurança para a Europa em nenhum tempo, pelo menos por agora.


Para Já a Europa acredita que só os US podem desempenhar este papel de forma credível.





The Economist, 20 de Novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Guerra Cibernética


Quem pensa que Guerra Cibernética é coisa de filme de ficção científica deve prestar atenção no recente relatório da McAfee uma das maiores empresas de segurança da internet.




O relatorio mostra que nos EUA, a Casa Branca, o Departamento de Segurança Interna, o Serviço Secreto e o Departamento de Defesa foram vítimas de ciber-ataques com motivações políticas.


Na forma muito simples de provocar DoS (negação de serviço) nos servidores, eles aconteceram de forma coordenada no dia 4 de julho afetando o Departamento do Tesouro, a Bolsa de Nova York, a Nasdaq, a Amazon e a Yahoo.


Os ataques foram originados à partir de 50.000 computadores facilmente reunidos em rede por programas disponíveis a qualquer um que se disponha.




O Google também tem sido alvo constante de ataques e cada vez mais tem ficado fora do ar.


No Brasil ataques sem motivação politica têm causado grandes prejuízos aos grandes bancos que por uma questão de imagem preferem absorver as perdas.





As evidencias que mais e mais países e organizações estão se armando com instrumentos de ataque cibernético são alarmantes. Nada de equipamentos militares caríssimos e sofisticados, basta uma boa estrutura de software agressivo para invadir e desestruturar orgãos e instituições.







Para um país ou organização terrorista desenvolver estes instrumentos é fácil, barato e rápido. E nada como fazer uso destes instrumentos para se deixar inoperantes estruturas inteiras. Não é preciso usar bombas nem aviões, nem tropas. Basta colapsar e deixar inoperantes as estruturas de governo, de abastecimento de agua, eletricidade, financeiras e militares de um país adversário.




Várias tentativas já foram realizadas com sucesso.


Globalizado, interligado e inteiramente dependente das estruturas de informação, todo o planeta, tudo e todos estamos à mêrce de quem quiser deflagrar uma guerra cibernética definitiva.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Muro de Berlin




Muito sintomático que na festa de comemoração da queda do Muro de Berlin e conseqüente Reunificação estivessem apenas 100.000 pessoas, quando em 1963 na visita de Kennedy à Berlin uma multidão de cerca de meio milhão tenha ido para as ruas.


Esta divisão que separou a Alemanha em dois países adversários deixou marcas muito profundas no povo. Ossies, os orientais, e Wessies, os ocidentais ainda terão muito que conviver para se tornarem uma nação realmente única.


Motoristas de táxi em geral são um ótimo termometro da voz do povo e eu ouvi em Berlin um deles dizer que não acreditava que em menos de duas gerações se chegasse a uma normalidade. E ao que parece vai ser mais ou menos por aí.






Considere-se que Helmut Kohl, o chanceler na época, prometeu que a Reunificação se faria sem maiores custos econômicos. Mas até agora foram torrados bilhões de Euros para reconstruir a parte oriental e as diferenças continuam muito grandes.


A Alemanha em conseqüência destes gastos entrou em recessão e como locomotiva da Comunidade arrastou junto a União Européia.


Além de tudo os Wessies se resssentem de pagar o “imposto da solidariedade” para ajudar os irmãos orientais. E os Ossies se sentem não menos ressentidos pelo fato dos Wessies se sentirem como os vencedores da História e se portarem como conquistadores.






No lado oriental já surgiu inclusive um sentimento chamado Ostalgie, a nostalgia do tempo em que ainda havia uma Ost, uma Alemanha Oriental. Até alguns dos produtos de segunda qualidade típicos da RDA, do tipo café misturado com cevada, chocolate misturado com centeio estão voltando a ser produzidos nos Neue Länder, os cinco novos estados. Aliás esta denominação soa um bocado complicada já que dá um tom não de reunificação mas de apropriação.






Voltando à visita de Kennedy em junho de 1963.


JFK ficou extremamente emocionado quando se viu frente a frente com o Muro e quando percebeu havia 500.000 pessoas esperando para ouvi-lo.


Emocionado ele começou a falar e saiu radicalmente do discurso que estava preparado e falando de improviso entusiasmou-se e excedeu-se. A situação ficou extremamente tensa e temeu-se que a multidão se descontrolasse e avançasse contra o Muro.


O barril de pólvora quase foi acendido e ele comentou depois, meio arrependido, com seu assessor militar McHugh:


- Se eu lhes dissesse que saíssem dali e fossem derrubar o Muro de Berlin, eles o fariam.






Este acabou por ser um de seus discursos memoráveis terminando com o famoso Ich bin ein Berliner. Eu sou um Berlinense. Esta frase tão forte no contexto em que foi dita terminou virando quase uma piada por uma desculpável incorreção gramatical.


Diz-se Ich bin Berliner sem o ein, pois usando o ein (um) da-se a impressão de que se está afirmando ser um Berliner que é um doce, conhecido como Bola de Berlin. Sonho no Brasil.






De qualquer forma é bom não esquecer que aquele Muro nunca seria construído sem algum tipo de consulta entre os antigos aliados, soviéticos e americanos.


Dificilmente a Alemanha Oriental tomaria uma iniciativa tão radical sem tomar o pulso da reação dos outros países. Tanto quer ao saber da construção do Muro o mesmo Kennedy disse:


- It's not a very nice solution... but a wall is a hell of a lot better than a war.


Não é muito legal mas um Muro é bem melhor que uma Guerra. 



Não há inocentes nesta história. Só perdedores, e o maior deles é o Povo Alemão.







sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cuidado Paulistas!


Deu na Folha de São Paulo que um grupo de defesa do meio ambiente publicou no dia 11.11.09  um relatório em que adverte que a contaminação do Rio Potomac, em Washington, alterou o sexo dos peixes.


A piada é inevitável: Cuidado paulistas!


Será por isso que a parada gay de São Paulo já é a maior do mundo? Amigos e amigas gays, sorry mas eu perco o amigo/a mas não perco a piada, principalmente as incorretas politicamente que são sempre as melhores.


Não existe humor a favor.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Escolha de Taanit

Taanit minha filhota de 16 que estuda numa escola de super-dotados ganhou agora pelo segundo ano consecutivo um premio de 1.000 euros do Governo pelo bom desempenho. Mas o melhor é que ela já escolheu a faculdade para o próximo ano: não estudará física quântica, astronáutica ou coisas do gênero.



Vai estudar Gastronomia.


Gehaktballen

Todo país, toda nação tem seus bolinhos de carne. Kibes, croquetes, almôdegas.


Um dos melhores que conheço e facílimo de fazer são as Gehaktballen Holandesas. Tente que você não vai se arrepender.





Ingredientes:

1 xicara de carne magra de boi

1 xicara de carne magra de porco

1 ovo

2 fatias de pão branco sem a crosta só o miolo

1 cebola pequena picada

1 1/2 colher de chá de sal

1/2 colher de chá de curry

1/2 colher de chá de macis (macis é noz moscada ralada, mas rala-se apenas a parte superficial só a casquinha)

1/2 colher de chá de pimenta preta ralada

3 colher de chá de manteiga (de preferencia àquela dos Açores, mas se não tiver pode ser até mesmo uma margarina que aguente fogo alto)

1/2 xicara de caldo de carne, pode ser aquele da Maggi mesmo.



Preparação:

Misture as carnes com o ovo, o pão, o sal e os temperos e faça 4 a 5 Gehaktballen redondas.

Resfrie na geladeira por 30 minutos.

Aqueça a manteiga e doure as Gehaktballen por 15 minutos virando-as algumas vêzes.

Reduza o fogo e cozinhe as Gehaktballen por mais 15 minutos, virando-as algumas vezes.

Retire as Gehaktballen e reserve. Adicione à panela o caldo de carne e leve ao fogo alto. Adicionar um pouco de Ketjap Manis à mistura para fazer o molho que acompanhará as Gehaktballen.

Pode-se usar este molho, que na verdade é um roux, ou então maionese.



Eu prefiro comer sem acompanhamento. Somente as Gehaktballen, e muitas!

O Melhor Amigo Do Homem


Que tal tentar proteger seu melhor amigo contra os vírus e ameaças envidadas pelos seres orgânicos em sua inveja malsã. 


É grátis, apesar de ser da Microsoft.


Vamos então instalar duas ferramentas: um anti-virus e um anti spyware respectivamente o Security Essentials e o Defender.


Primeiro desinstale qualquer anti-virus ou proteção que aja no PC. Se houver mais de uma, tire uma de cada vez: tire uma e reinicie a máquina, tire outra e reinicie, etc... É um saco mas é melhor assim.


Segundo vá até o sítio (como quer o Aldo Rebelo) http://www.microsoft.com/Security_essentials/ baixe e instale este antivirus. Reinicie o PC.


Terceiro, chame novamente o Aldo Rebelo para passear no sítio http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?displaylang=pt-br&FamilyID=435bfce7-da2b-4a6a-afa4-f7f14e605a0d baixe, instale e reinicie a maquina.


Mas cuidado: só baixe, não abaixe na frente do nobre deputado que ele é muito rigoroso de língua.






Depois de voltar destes dois sítios aí voce já estará com seu PC protegido. Protegido inclusive contra o Aldo Rebelo. Putz Aldo você é um político notável, mas manera aê.


Menos camarada, menos.

Fado

Dizes que não tenho do que reclamar, pior se não tivesse de quem sentir saudades.

Dizes que plantei e colhi quatro lindas rosas, dizes que não tenho do que reclamar.

Mas se nesse jardim não posso ir,

Se não posso vê-las a cada amanhecer e lhes desejar um lindo dia,

Se não posso toca-las a cada anoitecer e lhes desejar lindos sonhos,

Se nem sequer nelas minhas mãos se ferem em seus doces espinhos,

Me restaram do jardim que tão amorosamente plantei outros espinhos, a me sangrar.

Ó mar salgado que nos separa, quanto de teu sal são lágrimas minhas?

Por que tenho todos os dias passar além do Bojador?

Impossibilidades


Há coisas que ficam no circulo das impossibilidades


Mas que teimam em instigar o reino dos desejos e lá ficam a zombar da compreensão, a atormentar as noites de solidão, a lamentar a boca que se ausentou, a gemer pelo corpo que se foi. E lá ficam a tentar prencher com tanta presença enormes ausencias.