sexta-feira, 8 de março de 2013

Skyfall, 007 Ma Non Troppo.


Skyfall, o último 007, tem muitas brincadeiras, referências internas e externas. É divertido reconhece-las. Quando ele e M saem em disparada para a Escócia na DB-5 a tomada de cena é rigorosamente igual a cena original de Goldfinger. Depois quando M reclama do conforto e James mexe no botão que ejeta o banco, como ele usou na cena original, M nem precisava dizer que conhecia o dispositivo, a piada ficaria mais sutil.





Há outras como o martini visivelmente preparado "shaken not stirred", exatamente como James prefere mas sem que ele tivesse dito a frase clássica. Parece que a garçonete já sabia.


Não é a primeira vez que se brinca ao servir o James. Em Die Another Day, Um Novo Dia para Morrer, acontece um diálogo engraçado na primeira classe da British Airways, quando o martini é servido ao Pierce Brosnan, por uma aeromoça interpretada pela Deborah Moore, filha do Roger Moore. 





As cenas iniciais com o Land Rover ladeira abaixo em Istambul relembram outro Land Rover descendo desabalado por Gilbraltar em The Living Daylights, Marcado Para Morrer.


Uma ótima referencia externa do Sam James a Coppola e Tarantino é quando o helicóptero das cenas finais chega tocando música como em Apocalypse Now e tocando My Baby Shot Me Down como em Kill Bill. Devem haver mais rabbit holes é só prestar atenção.





O filme não é um puro 007.


Um bom filme de perseguições mas sem a iconografia básica da série. Um dos poucos, se não o único detalhe sofisticado do filme é o iate Regina de 56 metros, estilo clássico Herreshof da Pruva Yachting.

O filme é mais um Batman ou um Duro de Matar que um genuíno James Bond. Há inclusive heresias quando Bond, deixando no ar uma dúvida cruel, diz que não é tão hetero assim.

Politicamente correto Naomie Harris é a nova Moneypenny. Mas mesmo antes de assumir o posto ela já realiza o sonho da Lois Maxwell o que acaba com uma das situações características mantidas desde o começo da série.





O melhor do filme, e quem rouba mesmo a cena, é o ótimo Javier Barden. Aliás é impossível não relaciona-lo com o inesquecível Coringa do Heath Ledger em Dark Knigh, Batman O Cavaleiro das Trevas.

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