segunda-feira, 18 de junho de 2012

Carnevale di Firenze - Ó tempora, ó mores.


As músicas de Carnaval, e a maioria da atual musical popular brasileira estão repletas de apelação sexual e vulgaridade. Especialmente na Bahia a enxurrada de apelações é tsunâmica. Já existem até projetos de lei tentando regulamentar a baixaria cada dia mais explícita. 


Uma mesmice irritante.


Quousque tamdem abutere patientia nostra?





Não existe cidade mais emblemática do desenvolvimento das artes e do bom gosto no Renascimento que Firenze. 


Em Florença se produziram a mais sofisticada arte, etiqueta, culinária e moda. E certamente não existe um clan que melhor represente tudo isso que os Médicis. 


Maiores banqueiros e industriais europeus da época, os Médicis marcaram a história da Italia, da Europa e do Renascimento. Políticos, clérigos, militares, nobres, grandes mecenas das artes e da arquitetura, da família saíram grandes estadistas e quatro papas.





Lorenzo di Médicis foi um dos membros mais destacados desta família de ilustres e governou Florença por anos durante a Idade de Ouro da Renascença.


Lorenzo, o Magnífico também era um músico inspirado e compôs esta delicada "Canção dos Camponeses" para o carnaval de Florença de 1474.






Temos pepinos e bem grandes


Embora quando se olha para eles


Pareçam esquisitos e manchados


Mas eles abrem portas fechadas




Devem ser colhidos com as duas mãos


Descascados na cabeça


E chupados com a boca bem aberta


E em breve não haveis de querer parar



Ao alegre refrão "Cetrioli abbiamo e grossi" o povo respondia eufórico "Apri ben la bocca e succia,  chi s’avvezza, e’ non fa male”.





Para outras criações os Médicis preferiam contar com Maquiavel, Donatello e Michelangelo. Um trio, convenhamos, bem menos elétrico.

Mas que o povão preferia Il Magnifico, isso preferia.



Ó tempora, ó mores, aqui não se aplica.



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