segunda-feira, 28 de março de 2011

A Alemanha e a União Européia


Há europeus que dizem que a Alemanha conseguiu com o talão de cheques o que Hitler não conseguiu com os canhões.




Trata-se de um exagero tipicamente francês. 


Ok que a Alemanha é a locomotiva econômica do bloco europeu, que é de seus cofres que saem a maioria dos recursos para financiar os programas comunitários. Até aí é mesmo verdade, e isso dá um poder de fogo muito grande, afinal Berlin tem a chave do cofre.






Também não deixa de ser verdade que quando a Alemanha espirra a Europa vai para a UTI, como aconteceu quando os altos gastos com a Reunificação levaram a Alemanha à recessão levando junto o restante da UE.






Também é preciso admitir que o Euro nada mais é que o Marco Alemão extendido ao continente. Calcado, controlado e definido pelo Deutsch Bundesbank, o Banco Central Alemão. Não foi à tôa que a Velha Albion tenha preferido continuar com a Libra.






Também é verdade que o Banco Central Europeu, guardião do Euro, fica em Frankfurt. Logo alí a meros 2.800 metros do Banco Central Alemão. Mas é só para facilitar o estacionamento e o transito.

Mas há uns exagerados que vêm até no Hino da Europa mais uma influencia alemã. Uma calúnia.



O hino europeu foi extraído de um trecho da Nona de Ludwig van Beethoven.


É o trecho onde ele musicalizou o poema An die Freude de Friedrich Schiller.

Depois pediu-se a Herbert von Karajan que compusesse arranjos para piano, instrumentos de sopro e orquestra.

Mas foi só para facilitar. Racional e prático.




PS.: Não confundir An die Freude com Kraft durch Freude que já uma outra coisa, não é Addie?

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